terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Toques






Toques.

 Fraternos.
Amantes.
Voluntários.
Obrigados.
Naturais.
Artificiais.
Secos.
Molhados.
Curtos.
Densos.
Suaves.
Fortes.
Íntimos.
Superficiais.
Internos.
Externos.
Insanos.
Profanos.

Toques.







domingo, 27 de janeiro de 2013

Solidão



Solidão.
Enquanto para muitos é tenebrosa
eu a sinto bem.
Aprecio sua companhia.
Não preciso dividi-la.
É recíproco!

A solidão faz-me refletir.
Através dela, eu me perco,
eu me encontro,
eu enlouqueço,
eu me amo.

Danço.
Canto.
Sofro.
Dou gargalhadas.
Choro.


Na solidão sinto o silêncio.
No silêncio, sinto-me.
Sentindo-me, viva.
Vivendo-me, satisfaço-me.

Vim ao mundo só
e dele partirei em companhia.
Em companhia de minha própria solidão.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Gritos Silenciosos








No silêncio, ouço gritos.
Disfarço-me olhando para os lados,
Onde no escuro nada vejo, só sinto.

Sinto a ausência presente.
Sinto o cheiro oculto.
Sinto o toque sem tato.
Sinto a presença ausente.
Sinto um calor no frio.


Já não são mais gritos, são gemidos.
Gemidos gerados pelas carícias
feitas pelo si do eu em mim.





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Liberdade








Meu voo é livre, porém volto para o lugar onde me sinto bem,
não me prendas em gaiola com opressões, julgamentos e obrigações.
Estarei presa contra minha vontade, com desejo de fugir e nunca mais voltar.
Solte-me. 
Deixe-me livre, assim saberás que voltei por meu querer
e que permaneci ao teu lado por amor e não por favor.






quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Perda de Identidade



Foram várias primaveras no verão
vários verões no inverno
vários outonos com suas folhas secas
vários momentos tempestuosos envoltos às estações
que transformaram nossa volúpia juvenil
em estiva convivência de indiferenças
climatizadas à nevoa de insensibilidade.

A distância presente em nossa presença
era um abismo no qual nos afundamos
perdendo nossa inocência
perdendo nossa mocidade
perdendo nossa cumplicidade
perdendo um ao outro
perdendo o amor sem percepção
por vezes sem noção em grande proporção.

Ao longo de muitos outonos invernais
separados ficamos e assim estamos.
Em outros braços você se aquece,
perde-se, acha-se, encontra-se, refaz-se.
Enquanto eu, ao longo dos mesmos outonos
perco-me.
Desfaleço a existência do eu
que reencontro ao vê-lo,
pois partiu junto a você quando se foi.

Não existo mais como 'eu'.
Sou uma folha no vento outonal...
seca.
Não sou eu, o eu ficou em você.






segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Existêncial







O teu cheiro é fragrância afrodisíaca em meu olfato.
O teu suor é o óleo em que me banho
e tua existência é a essência da minha.






domingo, 6 de janeiro de 2013

Coita Amorosa Atual


Manhã empolgante
expectativa em beira
tarefa rezante
rua ladeira!

Carros zunindo
cachorro latindo
corpos perdidos
olhares longínquos

Homem no meio
o seio encontra
no colo monta
e assim permeia

ecos suspeitos
movimentos feitos
luzes em preito.
Ato perfeito!


Editado 12.06.2012
*Imagens: Google