sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Esperança






O céu que vejo pela janela num pressuposto finito,
define-se em ângulos exatos,
sob um olhar cauteloso e observador
suspirante pelo horizonte de além,
mensurado nos cantos da janela
pelo limite imposto à visão concreta.
Idealidade versus realidade poder-me-iam
impor seus caprichos, porém nada pressuposto
deixou escapar a plenitude celeste
que o finito da janela tentava, em vão, infundir em minha visão.
Enxerguei muito além do horizonte,
Enxerguei além de meus olhos.
Enxerguei com a alma.
Enxerguei você.




6 comentários:

  1. How beautiful you saw the soul... I am so glad to see you writing again Jaqueline... I have missed you :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Writing is part of my life, Launna.
      I'm doing a course in pedagogy and I'm out of time to write,
      But when I have come here and poetizo a bit.
      Kisses, my dear.

      Excluir
  2. E com a mais profunda análise dos ângulos turvos,a visão se baseia nesse outro ser que é demonstrado com muito amor nesse lindo poema!Belo sentimento...
    bj

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seres que se entendem e compreendem mesmo em ângulos diferentes.
      Obrigada.

      Excluir
  3. E no fim de toda essa visão está a pessoa que te faz se sentir num horizonte de beleza natural!!Belo poema Jaqueline.

    ResponderExcluir

*Imagens: Google