segunda-feira, 30 de julho de 2012

Perfume





Ao longo de saudades apareces.
Chegas exalando teu perfume de macho
o qual aspiro com meu ser!
Meus poros anseiam teu suor,
que a secura do tempo
teima em esvair.
Tua pegada certa em minhas curvas
baila, brinca, brinda
na seriedade do fato beber a ausência
reviver nossa carne
aflorar nosso desejo
em uma chegada.



sábado, 28 de julho de 2012

A Ninfa e o Elfo








Era uma madrugada fria e silenciosa,
Bela e misteriosa como todas as noites outonais.
Em seu vestido místico, as silhuetas sensuais noturnas
Transpareciam o desejo pela transcendência
Da Terra para a Lua
Em uma constelação nua

Envolvida por esta atmosfera estava eu
Viajando em sentidos reminiscentes
Banhada pela esplêndida Natureza!

De repente como magia
Uma mensagem chega despertando euforia!
O que eclodia dentro do meu peito
Meu elfo, sentia em seu leito.
Era como se nossos corpos entrassem em sintonia
Em busca de uma sinfonia plena
Na mesma fantasia com muita harmonia
Mas em pensamento, delírios e
devaneios insanos intocáveis.

Mas o tempo tornou-se nosso aliado
E em instantes estávamos próximos um do outro.
Dentro um do outro!
Sentindo um ao outro!
- A Ninfa e o Elfo.

Na academia natural do instinto
Estávamos nós, os amantes absintos,
Banhando-nos famintos e buliçosos
Com a brisa da madrugada
Tendo por testemunhas as estrelas no céu
O vento no ar e a visão lunar.


24.04.12




terça-feira, 24 de julho de 2012

Essência






No instante de agora fecho os olhos
Através de sensações intrínsecas posso sentir
no toque da brisa suave a sua presença.
No vento, o bálsamo envolvendo meu ser,
não mais sou eu, somos nós, é você!

Razão de minha existência, minha raiz vivificante
o ar que necessito expirar
o alimento que preciso para subsistência
o motivo da rima em existência.

Teus sussurros deleitam-me esculturalmente
perfumam o ambiente, misturando-se ao silêncio
clareando as paredes testemunhas do nosso momento
nutrindo a essência de nosso instinto.

Ao abrir os olhos, respiro profundamente a realidade
oxalá a distância quilometrada não afaste nossas almas
quiçá arrefecidas na matéria
mas estivadas no amor de nosso desejo mútuo.


domingo, 22 de julho de 2012

Paradisíaco





Estávamos no paraíso.
À beira de um riacho você me umedecia com seu toque bailante
enquanto como um animal, eu escumava molhando-te.
Como a corsa ansiando por água
eu instigava nosso querer, além do querer, mais que o querer
em tudo para tê-lo dentro de mim.
Quanto mais toque, mais vontade, mais umidade, mais mais.
Nossa boca saboreava-nos nus
minha língua deslizava em sua aréola
suas mãos entranhavam meus cabelos
perdendo-se dentro deles.
Minhas unhas subiam e desciam em suas costas,
causando arrepios.
Sem percebermos transcendemos o tempo
o rio, a água, a matéria, o eu, o você.
Singular.
Ledice una.
Indescritível.
Nossa loucura intensa e mútua esvaiu nosso sentido humano
enquanto o rio levava em seu leito
o néctar de nosso fruto amoroso.



sábado, 21 de julho de 2012

Amadurecimento



Em uma cidade do interior mineiro vivia Aryane, uma menina muito alegre, delirante e obsoleta , que pensava ser esperta, mas só pensava! Sua ingenuidade não lhe permitia ser. Mal matutava já havia feito ou falado algo que lhe constrangia deixando-a em maus lençóis por consequência. Enfim, era muito impulsiva. Sua imaginação era muito fértil, vivia conversando com Lisa, uma amiga que só ela enxergava. Passavam a maior parte do tempo brincando de ver placas de carros, o número 55 era o predileto de Aryane, significava 'ele te ama'...rs... coisas de crianças, mas até certa idade! Pois é, a pequena crescia e com ela Lisa, mas nada era diferente. O corpo de ambas já apresentava características de mulher, os olhos masculinos já cobiçavam Aryane, que por sua vez não os enxergava. Sua mente era pura, sem mácula e sem maldade, cândida até que em um encontro de jovens em sua comunidade seu olhar abalroou no olhar de Dinho, um músico quatro anos mais velho do que ela. Foi amor à primeira vista, Aryane estava com quinze anos, mas escondeu esse sentimento novo de Lisa, tinha receio que sua amiga brigasse com ela. Mas como resistir a algo vindo sem querer? É! Sem querer! Aryane e Dinho viviam um amor cândido, sentido apenas no olhar e cada vez que se encontravam Lisa ia ficando de lado, mas não reclamava somente afastava-se. Vendo sua amiga esvair-se no tempo com outra pessoa, mas era amiga e amigos não reclamam, não cobram, apenas são amigos e só! Aryane não percebia que perdia sua amiga a cada encontro com Dinho. Somente deliciava cada momento com o novo, com o amor. Dinho havia penetrado em seus poros, entranhado em sua carne de tal forma que não mais respirava sem pensar nele. Bailavam buliçosamente no ritmo orquestrado pela natureza amorosa, ambos se descobriram, desnudaram-se em sentimento mútuo devastando qualquer obstáculo que se opusesse a eles. Amaram-se. E nesse amor, Lisa desapareceu. Nunca mais Aryane a viu. Mesmo quando rompeu com Dinho, Lisa não apareceu. Foi quando percebeu que havia crescido, desabrochado e amadurecido a ponto de deixar a ingenuidade para trás, Lisa.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Não Me Ame Mais



Ao sair pela porta senti sua dor.
No olhar, a decepção que outrora era minha.
Uma lágrima fugindo do destino que a trazia.
Em silencio permanente esvaiu nosso momento.
Gemi seu ar em meu seio entumecido
Toques e sussurros insuspeitos.
Evidências obnubiladas.
Só você não sabia, ou não queria saber,
mas eu me despedia.
Não me ame mais.






quarta-feira, 18 de julho de 2012

Barganha Amorosa



Está frio aqui fora
assim como em seu interior.
Seu corpo quente
ardente
envolvente
suga de mim
desejo
vontade
amor!
Seu beijo enlouquece-me.
Sua voz arrepia-me.
Ao mesmo tempo que une
afasta-se
não obstante
razão
emoção
coisas do coração.
Você não me quer amar
quer apenas desfrutar
por uns instantes.
É uma troca
momentos de prazer
por momentos de atenção.
Parece esmola
mendicância.
Você não me ama,
só me deseja
sou uma válvula de escape.
É algo que transcende seu ego
no íntimo você gostaria
de ter amor por mim
mas seu amor-próprio
é maior, bem maior do que outro sentimento.

Não sei até quando vou suportar...

PS. Me ame?




terça-feira, 17 de julho de 2012

Estreando a Vida


Na Vila dos Mascates, mora uma senhorinha muito simples, trabalhadora, mãe de três filhos, solteira e que
já não sonha mais com um grande amor, decepcionou-se cedo com vários homens em sua vida, dos quais resultaram a gestação de seus filhos (único motivo que move sua vida - ser mãe). Certo dia ao passar por uma estrada de terra, avistou Val, um homem bem mais velho, desprovido de beleza, mas charmoso e sedutor, o qual fez com que  flutuasse em sentido ondulatório naquele lugar, explorando cada parte daquele homem misterioso, ela se via sendo explorada também, mas conduzida sob efeito de uma tal hipnose consciente (acredito que no fundo era o que ela queria, flutuar sem ter que dar explicação e deleitar-se no instinto que a cobrava incessantemente). Ali, aquele desconhecido e instigante homem, revelou na senhorinha uma mulher que nem mesmo ela sabia existir; sua vida resumia-se aos filhos, esquecendo-se ou não querendo lembrar que dentro dela havia uma mulher felina necessitada de jorrar seus desejos e ansiosa por uma presa... Val, despertou esse instinto! Acordou o que estava adormecido e deliciou-se naquele corpo virgem de fantasias, de fetiches, de posições, de diferentes diferenças. Ela, por sua vez, tentava entender o que estava acontecendo consigo, era como se tivesse perdido as rédeas de seu corpo, seu lado acalentado domou aquela matéria quase insignificante e a fez tomar posse da Mulher que aflorava. Que sensação extraordinária. Que ordinária!  No auge do envolvimento, seu celular toca quebrando aquele clima voluptuoso de descoberta por si mesma... Do outro lado da linha um de seus filhos. Pronto! Eis a realidade. Vestiu-se correndo. Parou um momento. Refletiu o ocorrido. Olhou para seu interior e notou que não era mais o mesmo, havia algo diferente agora, algo inexplicável, porém sentido profundamente. Ajeitou o coque pegou o dinheiro que Val dera pelo desempenho e retornou para sua casa.





Recomeços



Às vezes, o desespero parece ser a única motivação
para uma ação em um momento inerte.
Aliada a ele vem a vontade de desistir,
de deixar a vida correr sem
movermos uma palha para tal façanha.
No decorrer desse caótico sentimento
o instinto grita o que não queremos ouvir
salta de nosso interior
querendo enlouquecer com as evidências
de uma escolha errônea
ou somente de mais uma escolha
não que seja errada ou que não seja a certa.

Paramos.
Refletimos.
Sentimos.

Prosseguimos dali mesmo
recomeçando o trajeto rumo
ao fim ou ao começo da vida.

Foi só um momento de insanidade
uma crise existencial
passiva a todo ser racional.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cavalgada




Rendi-me,
no auge da montanha
com o vento trazendo
fulgores de nós
que ao invés de refrescar,
ardia como brasa!
Percebi que
cavalgávamos incessantemente.
Em minutos transcendemos
nossa razão
deixamos o nós,
transformamo-nos em uno.





domingo, 15 de julho de 2012

Mulher depois dos 30



Converso bastante com minha agenda, um livro antigo com capa marrom e figuras românticas; e hoje
amanheci com sua falação. Por mais que eu diga não, ela é muito insistente e faz de tudo para me convencer da cândida menina que fui um dia e que nunca mais serei. Hoje, ela foi muito detalhista ao contar-me os sonhos que eu tinha quando não sabia os sofrimentos que isso poderia causar devido às expectativas criadas pelo meu ego. Lembrou-me de que aos treze anos já amava um rapaz mais velho do que eu. Não deixou passar o bullying que sofria na escola por usar uma saia enorme e ser 'CDF', sendo até premiada pela instituição de ensino na época pelas notas excelentes durante os 4 anos ginasiais. É! Realmente eu era brilhante! Só não tinha consciência disso, eu acho! Entretanto, minha agenda não deixou de comentar minha solidão, apesar de ter tido uma amiga que também era excluída pelos colegas da escola por ser extremamente magra (acho que só isso nos aproximava, o fato de sermos excluídas). Minha agenda foi muito cruel comigo, porém ao analisar bem os fatos que expôs, eu pude responder às acusações de culpabilidade pelas expectativas à 'querida' agenda. Observei cada fase que vivi e cheguei a seguinte conclusão: da velha infância guardei algo ruim, o medo, da adolescência reservei a vergonha, da fase adulta/casada, retive o preconceito e na fase adulta/divorciada presencio o viver. Em cada fase uma mulher, uma guerreira, uma vivente ou sobrevivente. A agenda até tentou argumentar mostrando meus sentimentos de revolta e a quantidade de anos em minhas costas, mas não funcionou! Em cada etapa vivi o que deveria ter vivido, porém diferente do que acontece com os homens, nós mulheres somos como vinho, vamos envelhecendo e ficando melhores, mais gostosas e mais refinadas (a maioria). Juro que a agenda quase me pegou de jeito, mas fui mais esperta! Eu cheguei a pensar que em meus trinta anos seria uma jovem senhora a reclamar da vida, por não ter mais aquele belo corpinho de dezoito anos, mas... ledo engano! Hoje ultrapassei os trinta e assim como disse à minha agenda, digo aqui, estou muito mais gostosa, muito mais madura e mais consciente do que antes! Não é o corpo que faz a mulher, é a mulher que faz o corpo! Sei o que faço, como faço e quando fazer. Mas, para não ter mais aborrecimentos, entrei em um bom senso com minha agenda, nela continuarei a escrever minhas intensas vivências se ela parar de me remeter à infância. Ela concordou, espero que cumpra.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Inverno Oscilante




Seu olhar penetra-me como flecha
como um punhal corta direto ao coração
deixa-me trêmula
irracional, devoluta.
Seu ar esquenta-me por inteiro
o clima invernal dá lugar
às ilusões estivais pelas quais
enlouqueço-me
entregando ao desejo
de seu momento
todo o meu monumento.

Maldito inverno!

Aqueço-me em seus braços
por um instante
mas rasgo-me no frio eterno
fora dele.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Múltiplos



Onze horas da noite e nada!
A hora parece não passar.
Meia noite e meia, e minha vontade só aumenta
e junto a ela minha ansiedade.
Uma hora da madrugada,
meu corpo está como brasa
o suor cobre minha pele
as batidas do coração aceleram a cada instante
com os movimentos da sofreguidão,
minhas mãos não param
inquietas disparam devaneios
pensamentos insanos dominam minha mente
os gemidos soam como perdidos sendo achados
toco-me intensamente
volúpia e loucura
loucura e volúpia
volúpia e loucura
e em múltiplos sentidos entrego-me!
Sou escrava de mim mesma.

Bonança.

Perdi a noção do tempo em tantos delírios.

Satisfiz-me em mim.
Encontrei-me na solidão.





Amar é...




O amor é tão fácil
tão puro 
tão gostoso
tão tão
que não há explicação.

Há tantas definições para o amor
mas nenhuma se compara a senti-lo.

Amar também é respirar
tocar
ser
ar

Amar é olhar
observar
lembrar
ouvir
é ter não tendo.

Amar é delirar
desejo
entrega
é transar sem culpa
é se dar à volúpia
e recebê-la em troca.

Amar é sentir o tudo no nada
mesmo o nada sendo tudo.

Amar é amar
e nada mais.








sábado, 7 de julho de 2012

Disputa Oculta



Amando tudo sem amar nada
vivo o hoje com o que aprendi ontem.
Aprecio a independência
flutuo pelas calçadas
admiro a vida.

Você perdeu!

No espelho o monumento.
A autoestima exala segurança
e o sorriso maroto gostoso
que ameaça mas não sai
transmite sensualidade.

Você perdeu!

Pensamentos soltos
revelam amadurecimento
minha ideologia
meu ego
meu Eu.

Você perdeu!

Pensou que eu não fosse capaz.
Entretanto, prossegui.
Hoje, você quer o que ontem desdenhou.
Mas, eu cresci!
E esqueci de lembrar de você.
Pena.

Eu ganhei.




sexta-feira, 6 de julho de 2012

Devasso Coletivo


Andando em um coletivo no centro do Rio de Janeiro, fiquei a observar todas as pessoas que minha vista podia alcançar, as donas de casa estendendo roupas, as crianças correndo de um lado para o outro, trabalhadores na correria para o trabalho, os automóveis conversando em uma competição mútua pela chegada a um ponto qualquer, casas pedindo socorro pelo estado crítico que se encontram, ruas gritando chuva pelo ardor do sol em sua superfície, cachorros a míngua, passageiros dormindo e eu ali, sonhando acordada... Vendo tudo isso, meu coração palpitava de satisfação pela vida que vivo, e mesmo em plena movimentação meu instinto estava acordado.  Fixei o olhar em uma moça que seu corpo transparecia o desejo, seu ego parecia manter um monólogo interior querendo entender o porquê que mesmo na turbulência de uma cidade grande seu corpo pedia o corpo de Morfeu. Com tantas distrações, com tantas atrações, com tantos tantos seu instinto gritava por carne, por satisfação da libido. Em meio a muitos eus, ela estava excitada  e chamava por ele. E para minha surpresa, ele apareceu! Não se ouvia mais o conversar dos automóveis, os burburinhos das pessoas, os gritos infantis, enfim, ela só ouvia Morfeu em si. Embriagados de devaneios voluptuosos fingiram esquecer serem iguais ao resto do  mundo e se entregaram ao clímax de seus sentidos, seus corpos caminhavam de acordo com as sinuosas ruas, a temperatura oscilava mas não abaixava, pareciam cada vez mais próximos do sol e mais longe da Terra...Mas esse parecer era momentâneo, fitava em vir e ir, ir e vir, vir e ir, ir e vir... até que... ficou e a calmaria da quimera dominou aqueles seres indomáveis. E a rotina retornou no grande centro carioca e eu voltei a sonhar acordada naquele devasso coletivo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Despindo-me de Mim








Necessito de você.
Neste momento despido-me de mim mesma para tê-lo todo em mim.

A Lua está mais brilhante do que dantes.
Será seu reflexo nela?
É uma prévia de sua chegada?
A atmosfera já se encontra aquecida,
meu desejo é fogo ardente
queima feito o Sol
e não cessa!

Apeteço sentir seu corpo nu.
Não se preocupe!
Meu Sol irá aquecê-lo na volúpia da amálgama.

Quantas expectativas na espera.

Quando você virá?
Meu Sol arde sem cessar até que venha uma rotação
e tire-o de mim.
E o que restará?
O breu de mais uma escura noite de decepção.
O frio de mais um Só de mim.

Mais um dia sem você.





quarta-feira, 4 de julho de 2012

Homenagem a alguns blogs

Resolvi homenagear alguns blogs que me encantam, fazendo este selo e presenteando-os com o mesmo.
Tocaram e tocam meu coração, apesar de estarmos em um mundo virtual, somos humanos e possuímos calor, sintam-se abraçados por mim, Jaqueline.




Poesía y Vivencias, com Pedro.
Blog Arena Fama, com Palácios.
Rimas do Preto, com Sandro.
Meu Único Mundo, com Laudy.
De Dentro pra Fora, com Elaine.
Posts à Beira Mar, com Milton.
Humor em Conto, com Cissa.
Living my life, com Maarit.


Devaneios de um Rockstar


Sinto como se teus dedos dedilhassem meu corpo
como se tua mão deslizasse em minhas curvas
como se tua essência fosse meu eu
como se as ondas musicais fluíssem de nossos movimentos
como se na melodia buliçosa bailássemos
na volúpia unindo desejo, instinto e rock in roll.


Mas é apenas um querer
quiçá um delírio
um devaneio
pois quem dedilhas
quem tocas
quem sentes,
é a guitarra e não eu.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Vento

Venha com o vento para junto de mim, amor!
Toca-me suavemente.
Como a brisa, apalpe minha pele.
Arrepia-me como o frescor em meu corpo.
Venha.
Venha.
Venha!
Estou esperando-te.
Venha...



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Geneslipse



Gênesis da Vida.
Dia como pista.
Noite como descanso.
Sorriso aberto.
Vida empolgante.
Poucas responsabilidades
Escolhas sendo feitas
Ânimo em êxtase.
Fase decisiva.
Vida,
labuta.
Labuta,
vida.

Tapetes puxados.
Frustrações de escolhas.
Mente Comprometida.
Anos passando e pesando.
Rugas marcantes.
Sorriso Fechado.
Maturidade premiando.
O Tempo não para.
O Tempo não perdoa.
Oportunidades esvaem.
Decepções cada vez mais comuns
fazendo parte da vida
que apesar das frustrações
continua em direção ao Apocalipse.



*Imagens: Google