segunda-feira, 30 de abril de 2012

10 Dicas para Manter um Relacionamento Sem Cair na Rotina


Durante muito tempo venho analisando o comportamento de casais em seu cotidiano. Percebi que sexo não
segura casamento, o que alonga e perpetua uma relação é a convivência amorosa-tolerante-paciente-criativa do casal.
Quando um quer dois não brigam - reza o dito popular, mas em se tratando de relacionamento há controvérsias; quando um não quer ir ao cinema, o outro vai e daí surge a discussão: "Você foi sem mim". Pois é, quando um não quer os dois brigam!
Pesquisando e colocando minha experiência em prática, cheguei a ponderar alguns pontos primordiais para manter um relacionamento, mas vocês leitores podem perguntar: Mas, você não é poeta? -E eu respondo: sou poeta da vida real e justamente por sentir a sede de meus leitores é que venho dar algumas dicas para apimentar sua relação. 
Muitos ouvem falar, todavia eu vivi e vivo o que vou descrever para vocês, e afirmo: FUNCIONA!
Não importa se você está casado ou se tem um relacionamento não oficializado no cartório, importa é a intenção de manter sua união conjugal. 

Mulheres, aqui vão 10 dicas para manter seu relacionamento com vivacidade, volúpia e sem monotonias:

1. Romantismo. É muito bom ao acordarmos darmos de frente com um bilhete "bom dia, te amo"! Mas só teremos se dermos, mesmo assim é complicado o homem retribuir, mas não fique chateada, seja tolerante, um dia ele acaba deixando um. Envie torpedos esporádicos, com palavras doces como: "Só para dizer Oi", "Tô com saudades", "Te desejo", "Te quero", "Não vejo a hora de você chegar", "Delícia"; e assim vai... Mas atenção: não mande em demasia, eles se sentem monitorados!

2. Passeios. Façam passeios a dois, aproveitem o trajeto e façam amor pelo caminho (com cuidado e moderação) admirem a paisagem, conversem sobre coisas alheias ao trabalho, relembrem fatos agradáveis e engraçados, entre uma palavra e outra troquem carícias e beijos;

3. Posições.Varie as posições sexuais, não que "papai e mamãe" seja ruim, pois em dias corridos é uma mão na roda! Mas use a imaginação, sente no colo, cavalgue (bom demais) ora seja amazona ora a potranca, e varie com outras mais que você pode encontrar em livros, revistas e sites relacionados a relação sexual;

4.Locais. O local nem sempre é a cama! Lógico é aconchegante, mas entediante! Use a mesa, a pia, a cadeira,o sofá, o chão, o box, o carro, a varanda etc.

5. Recepção. É difícil, mas não impossível! Quando o marido ou companheiro chega, ele não quer saber se a água ou o gás acabou, a luz faltou ou se você se sentiu mal! Ele chega exausto do trabalho, estressado querendo descansar, por isso receba-o com carinho, se possível com beijos acariciados, deslizando sua mão na nuca dele; já em outro dia pule em seu colo e abrace-o com as pernas enchendo-o de beijos e carícias, leve-o ao banho...receba-o, também, sem as peças íntimas, ele vai adorar! Mas sempre tenha em mente que pode não ser recíproco, mas delicie você o seu momento que um dia ele reconhecerá!

6. Fantasias. Também em acordo, pois tem homem que não aprecia, use fantasias originais, atue como copeira, em outro dia seja enfermeira, em outro professora, policial, odalisca e assim como você puder e desejar. Adoro!!!

7. Lingerie. Não abra mão de uma lingerie ousada, variando na cor e estilo, isto porque não vai usar todos os dias, porém vai repetir o ato;

8. Stripper. Em acordo com seu companheiro, use um fundo musical sexy que você pode encontrar em vários sites. Com este fundo faça um stripper, não precisa ser demorado, mas provoque tirando primeiro o roupão, ou camiseta, depois a saia, devagarinho, mexendo o quadril, de costas retire o sutiã e jogue em cima dele, a seguir sente em seu colo e tire a calcinha, sempre movimentando as mãos... jogando o cabelo... e um detalhe use salto alto (eles adoram) e daí ...

9. Sex shop. Não deixe os tabus e a timidez privá-los de algo gostoso e respeitoso, pois há cumplicidade!
No sex shop, você encontra artefatos que aumentam e intensificam o prazer, cremes, gel, pomadas, jogos eróticos, e outras coisas a mais que você confere ao visitar um!

10. Viver. Não poderia deixar de citar, o que, em minha opinião, é de grande importância: Viver um dia de cada vez! A vida passa depressa e nós temos pressa... é como se quiséssemos que a vida acabasse rapidamente! Então, viva devagar! Não discuta por futilidades ou inutilidades! Tudo passa! Não estou dizendo para você ser "boba", mas para seja tolerante e paciente! Nós, mulheres, nascemos dotadas de uma sensibilidade muito mais intensificada do que os homens, a "ficha" deles demora a cair. Aproveite seu companheiro sem esperar que ele faça o mesmo com você. Hoje você está com ele, no hoje de algum dia futuro não mais estará (pode separar ou morrer). Viva o aqui e agora!
Carpe diem, lindos!!!

Obs: Não pare de beijar seu companheiro e tocá-lo, mesmo em meio aos afazeres do dia, faça-o!




domingo, 29 de abril de 2012

Consolidação do Eros


As vida tem dessas coisas!
Assim como a lenda do Sol  e da Lua
Da Psique e do Eros,
Vivo em grandes dilemas,
aliás, quem não os vive?
Fico dividida entre o prazer de meu corpo
e a idealização neurótica por alguém que parece não existir.

Neurose?
Bendita neurose!
que me faz metamorfose
em apoteoses e
analoses..

Que dilema!

Dizer que amo mas só desejando
desejando querendo um dia amar
Satisfazer minha vontade oculta
impulsa
propulsa
Que injusta!
Vou ser sempre a Lua?
amando à distância
com tanta ganância
um ser inatingível,
inacessível,
impossível?

Recuso-me!

Meu corpo sente falta do toque
do resvalar das mãos...dos pés...do cabelo...
do deslizar oculto de apelo do desejo
com beijo anuviar meu olhar
e todo o meu ser embriagar.
Meu corpo sente falta de você!

A Lua está sozinha, escura e fria
longe do seu Sol
que acompanhado de estrelas em eufonias
brilha à distância em demasia.

Rejeito a solidão lunar!
Rejeito o reflexo solar!

Sou a Terra e você é o Mar!







Para o Sexo a Expirar





Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.
Carlos Drummond de Andrade

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.






Delírios de um Forasteiro



Um certo jovem que não sabia o que fazer da vida.
Em sua terra natal andou, andou, andou
mas não encontrou em nenhum lugar o amor.
Certo dia, fazendo uma pesquisa na internet
observou uma imagem que o atraiu
e quem diria! Era do Brasil!
Na imagem aparecia uma bela mulher com jeito sereno e um olhar felino.
Que desatino!

O jovem ao vê-la apaixonou-se
e desesperadamente procurou um meio de contactar com
aquela misteriosa e linda mulher
com cautela, para não assustá-la.

Descobriu um site em que aquela atraente mulher escrevia
e que, por vezes, compartilhava o que sentia.
O jovem começou a comentar o que lia.
E um dia, para sua surpresa,
a bela mulher agradeceu a gentileza.

Pronto! Quando perceberam estavam enamorados,
o problema é que estavam idealizados
em um romance poetizado
mas não concretizado.

Para admiração da bela mulher poeta brasileira
seu amor virtual veio para seu país, sem brincadeira!
e ao dar por si,
ela  estava no aeroporto à sua espera.

Enfim todo o encantamento do contado virtual
adquiriu um tom real
os devaneios pela webcam
as sensações de divã
os toques idealizados
os sons imaginados
as carícias intocáveis,
as intimidades instáveis


Tomaram formas e sabor.

O jovem que dantes nunca amara em sua vida
sua poeta felina encontrou
e um forasteiro se tornou
em um país cheio de mistérios
intenso em volúpia, desejo e amor.

Foi o dia mais intenso na intimidade daquele delirante forasteiro!
E para a bela mulher poeta foi a concretização de seus devaneios
descritos em seus roteiros.Que delícia!




sábado, 28 de abril de 2012

Imagens compartilhadas de Deliciosas Ilusões

DESEJOS

FATOS DA VIDA

DOCE ILUSÃO
SAUDADES VOLUPTUOSAS

MOVIMENTOS FEMININOS


LEVE A FELICIDADE

VALORIZE QUEM TE AMA

SOU SOLIDÃO FORTE

CUIDE, HOJE


UTOPIA AMOROSA




Ato Preconcebido



Certo dia, estava em minha casa
esperando aquele que me dava asas...

Preparei-me um delicioso banho
com aroma cítrico suave para um momento de nave.
Afinal, voaria em pensamentos
por alguns momentos lunares
devaneios inconscientes
persistentes e insistentes
eternizados mutuamente
naquele momento.

Depois do banho, as vestes
escolhidas minuciosamente para o momento.
E que momento!
Ao ouvir o som no portão
meu coração disparou!
Sem pensar, fui ao encontro de meu cortesão
saltei em seu colo com fugacidade.
o que na verdade encheu-me de tesão.

Ele, pasmo com o acontecido
deu-me liberdade para amá-lo ali;
em meio ao volante.
Foi hilariante!









Amo o Amor, o Amado é Consequência


Tudo no olhar!
A sofreguidão do interior
sobressair no olhar.

Avidez domina os pretextos
que se perdem no contexto
de um dia qualquer.

No ar sempre a sensação de suspense
cada pessoa entende esse suspense como conveniente,
eu, particularmente, prefiro atraente.

Ao som do silêncio noturno ou do barulho diurno
lembro-me o outro que está em sintonia com meu interior
não importa se está materializado ou idealizado!
Importa, sim,
que o deseje, que o almeje, que o sinta!
Eu amo o amor, e um dia amarei o amado!

Lord Byron, dizia que a mulher em sua primeira paixão ama o amante
para depois amar o amor.
Equívoco! A mulher primeiro ama o amor e a fantasia amorosa
para depois amar o amante, sendo que esse amante quando se vai,
choramos pelo amor idealizado nele e não por ele.

A sensação do tocar e do sentir, é realizada e concretizada no ato...
mas depois, a realidade vem mostrar-nos que é um desabafo desato.

O amor existe!
Em permanecer insiste,
mas não persiste quando não há cumplicidade.
Porém dói, quando mostra que acabou na realidade,
quando o amado parte e faz sangrar o coração de verdade.
Não por te partido, mas por ter dado fim a fragilidade
de tal pura idealidade.

*"Sofremos mais pela fantasia que vemos morrer do que pelo homem que se vai ...mas tarde percebemos que o que amamos foi a idealização da alma gêmea que formamos mentalmente e que o homem que se foi nem chega perto do homem que pensamos que fosse...
...Amar é flertar com a morte, pois é assim que sentimos quando ele acaba...e se acabar acabou! Pois outros virão"(Andréa Beheregaray).


Nem por isso desisto de amar!
Só desejo o que posso sustentar.





sexta-feira, 27 de abril de 2012

Desabafo Poético


Ainda ontem ouvi um amigo dizer que poeta vive de utopias
idealizações, como nos poemas de Álvares de Azevedo.
Lógico que eu discordei!
Como poeta, só escrevo o que vivo.
Amo viver intensamente,
pois humanamente
nada é eternamente.



Hoje, mais do que ontem, sinto
ressinto
meu instinto
faminto
pelo sentido escrito,
pelo escrito sentido
absinto distinto
da volúpia humana.

Como posso descrever sem sentir
as sensações do calor
sem pudor com ardor?
Não posso!

Por isso, caro amigo, só poetizo o que vivo!
Cativo altivo, mas sugestivo passivo.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Ninfa e o Elfo



Era uma madrugada fria e silenciosa,
Bela e misteriosa como todas as noites outonais.
Em seu vestido místico, as silhuetas sensuais noturnas
Transpareciam o desejo pela transcendência
Da Terra para a Lua
Em uma constelação nua

Envolvida por esta atmosfera… estava eu…
Viajando em sentidos reminiscentes
Banhada pela esplêndida Natureza!

De repente como magia
Uma mensagem chega despertando euforia!
O que eu estava sentindo em meu peito
Ele, meu elfo, sentia em seu leito.
Era como se nossos corpos entrassem em sintonia
Em busca da sinfonia
Da mesma fantasia com muita harmonia
Mas… em pensamento, delírios, devaneios.
Sem toque ou carícias por meio.

Em alguns instantes estávamos próximos um do outro
Por que não dizer dentro um do outro?
- A Ninfa e o Elfo!
Na academia natural do instinto
Estávamos nós, os amantes absintos,
Que se banhavam famintos
Com a brisa da madrugada
Tendo por testemunhas as estrelas no céu
O vento no ar e a visão lunar…








quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Primeira Vez


A primeira vez sempre marca!
Não importa se é profissional, particular ou rotineira
Mas com certeza a de maior ênfase é a nossa "primeira noite".

Primeira noite fora de casa!
Nossa! É como se criássemos asas
E descobríssemos um oásis!
É um oásis!

Oásis de viver e de sobreviver,
Oásis de prazer,
Oásis da paixão,
Oásis de ilusão!

No momento da primeira vez há a descoberta do outro
a adrenalina dos amantes é intensa que não percebem o "trajeto sensual" do corpo.
Em segundos masculinos o jorrar da euforia sai da matéria.
Em segundos femininos a dor domina o prazer da volúpia.
E qual a desculpa?
Ansiedade, densidade, saciedade e outras "ades"
que o ser, por instinto, justifica sua "performance"
na nuance do lance do romance.
O que era para ser um "conto de fadas" transforma-se em chalaça .

Quem não se lembra de sua "primeira vez"?
Com certeza você acabou de lembrar!


terça-feira, 24 de abril de 2012

A Trilha


Eu em uma trilha


Sinto no ar a magia de coisas que outrora eu vivia
Meus amores aventureiros e passageiros com os quais minha vida foi enriquecida.
Em prosa vou compartilhar alguns desses momentos deliciosos de minha vida.

Estávamos em um automóvel rumo a uma cidade vizinha
quando de repente, avistamos uma trilha
ao trocarmos os olhares foi como se compartilhássemos as ideias e, ao percebermos,
nós estávamos dentro da mata.
E ao som do vento nas árvores, da queda d'água ao fundo,
dos burburinhos daquele mundo com o canto sinfônico dos pássaros
banhávamos um ao outro com cântaros de amor, de toque
de ousadia, de mistério, de volúpia...
Bailávamos juntos com o vai e vem da brisa suave
que refrescava os nossos corpos quentes.

Hilário! A Natureza aplaudia nosso momento ali, bem ali,
não éramos dois humanos, mas sim, dois seres envolvidos pelo instinto.
Aquela trilha marcou minha vida!




Olvidar para Viver


Por tanto tempo eu fui desprezada!
Quantas noites velando
à sua espera
quem me dera
poder apagar a quimera 
da atmosfera que era?
Meus delírios,
meus sussurros,
meus gemidos,
meu tudo
que hoje é vago!
Sem afago...
Esperei, esperei
Enquanto eu aguardava
sentia meu próprio toque
o ego com choque
transcendia o retoque
de meu ser.
A loucura domava a razão
e por instantes delirava emoção
Intensos
Intensos
Intensos
mas só meus!
Ao despertar do devaneio 
o enleio deu lugar a realidade
você não estava lá!
Não adianta mais velar
Não vou mais desejar
alguém que me fez esperar
Descobri sem pairar
que eu posso caminhar
da vida aproveitar
Sem com você estar!







Reflexo Solar



Hoje você me comparou com a Lua,
a princípio fiquei lisonjeada, mas depois recua
A Lua é bela, mas depende do Sol 
seu brilho é reflexo 
inflexo complexo
Mas dependente
insuficiente
insistente
pelo seguimento solar
pelo qual fica a bailar
sonhos e desventuras
flutuantes no ar.
Não quero ser Lua, quero ser sua!





domingo, 22 de abril de 2012

Adulador Cortesão



Expectativas geram produtividade
Meu desejo por você é antiguidade
que mais do que produtividade já gerou ansiedade
expectativa em densidade
com muitas adversidades
inclusive, fatuidade decepcionante
inconstante...

Mesmo assim, prossigo na expectativa
com a ilusão imaginativa
de tê-lo por minha saliva
domínio em saboroso corpo.
Eu sonho...idealizo...
fecho os olhos e poetizo
por tão cálido corpo, sintetizo
toda volúpia
de uma mulher trúpia.
Transcendo a realidade
em busca da saciedade

Eu sinto...ressinto...faço sentir...
E ao jorrar a ledice
descanso todo o momento de tensão
nos braços afagados do cortesão.




Devanear Sonhos


Sonhar é transcender! 
É superar-se em ideal
enriquecendo o ego
de toda espécie real
almejada acordada
no devocional.

Sonhar é ultrapassar
o concreto,
viver sem decreto
com direito direto
o subconsciente.

Sonhar é devanear
desejos ocultos
mesmo em vultos
obductos delirar.
Sonhar, sonhar, sonhar...



sábado, 21 de abril de 2012

Simpl(es)icidade


Da simplicidade surge o glamour
Na exuberância natural há simplicidade

Ser simples é ser cândido
ser cândido é ser claro
ser claro é ser níveo
em um mesmo nível

Ah...Simplicidade
Ah...Simples cidade!



Recíproca Apetecida


Neste instante, apeteço você!
Posso sentir minhas mãos descendo em suas costas
unhando levemente sua pele
meus lábios tocando sua nuca
imaginando, como nunca, 
a sensação de ser sua
em uma recíproca pura!

Quero meu lentar arrepiando seu ser
meu ar tornando-se o seu
nossos delírios sussurrando Morfeu
para realidade do apogeu!

Sinceramente?  
Sinto você!
Posso perceber seu calor
com um ardor
de volúpia por mim
por tocar-me
por beijar-me
por acariciar-me
enfim, por jorrar-me de contentamento.
A ledice do momento
aproxima nossa matéria
até então, idealizada
em uma sensação realizada.

Tive você!


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mulher Ideal

Por vistas sempre navegantes
estava ele,
com o olhar oscilante e
um desejo abundante
por algo hesitante
de existência ideal
em uma vista virtual
fria, inerte, mas envolvente
e incapaz de contrariar sua mente
contínua e fixa idealização
em uma imaginação...

Subitamente avistou
a imagem de quem mudaria seu rumo
balancearia seu  mundo
em um elo ideal
porém, irreal
com um toque sensual
mas virtual
e ao dar por si estava admirando
na tela, a princesa de seu conto de fadas
aquela entre todas, a mais amada
desejada
almejada
cobiçada
e, até então, idealizada mulher.

Ao apagarem-se as luzes,
desligam-se os mundos
dos sonhos mais profundos
a volta à realidade
Ele se vê preso a outra
com frialdade,
porém em sua mente
fixa a virtualidade
de um amor platônico
em densidade.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pletora (autobiografia)


Sou intensa!
Ainda que para uns meio louca, para outros estouvada
Alguns juram que sou sorriso, já outros assanhada
Mas em minha caminhada
Não tem debandada
Sou arretada, mesmo por fachada
Pois não entrego ao inimigo
O meu desabrigo.
Meu coração pode sangrar
Mas este gosto não vou dar
Aos que me querem ver chorar.




Sou intensa!
Vivo cada segundo como se fosse o último...
Aproveitando meus sentidos
Que um dia serão perdidos
Mas antes...serão vividos
E muito bem vividos!
Gozo da vida, a vida me goza
E assim como a aurora
Vamos embora,
Eu e a vida numa pletora.





Não a Rotina!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um precipício


Compartilho aqui, uma poesia do prof. Hélio Marques Matias, que além de ser professor de inglês, é um excelente artista plástico e músico paulista.


Havia o músico solitário que morava nas ruas,
marginalizado pelos caminhos onde foi empurrado.
Havia o solidário que achava que sabia o que era felicidade,
enquanto buscava a sua tentando ajudar o solitário.


Havia um precipício entre eles.
Quando se vive muito intensamente alguma coisa,
pode acontecer de se acreditar que é só aquilo que existe.
Um gritava de um lado, e o outro gritava do outro,
mas cada um só ouvia o eco do original.


Hélio Marques Matias
O solitário acreditava que as pombas batiam palmas pra ele ao voar
O solidário só acreditava nas palmas humanas
O solitário era feliz só sabendo que a música existe
O solidário queria ajudar o músico solitário a vender a sua música


Espelhos existem,
mas, às vezes, existe um precipício entre eles.

Declaração de amor à flor do vaso


Prof. Carlos Brunno
Hoje, tenho a honra de compartilhar com vocês, meus deliciosos leitores, um poema doce e cálido do professor-poeta Carlos Brunno que, apesar de morarmos na mesma cidade, Valença/RJ, vimos conhecer-nos através da rede social Facebook. Portador de uma sutileza acrescida de ousadia e credibilidade incontestáveis, esse grande escritor deu-me o privilégio de poder expressar meus sentimentos
escritos através do blog e hoje estou aqui com seu apoio. Autor do blog "Diários de solidões coletivas" cujo link: http://www.dihitt.com.br/Lfiw, Carlos Brunno, interage com seus alunos transformando-os em adolescentes escritores. Isso é lindo e gratificante! Agora um poema vindo de suas solidões poéticas:


Declaração de amor à flor do vaso
(Versão 1997)

Aí esta você!
Confinada a um lugar que não é seu
Longe de sua casa
Longe de suas amigas
Perto de tudo que você nunca quis
Perto de mim
Oh, flor deste, vasto vaso vazio
Somos tão próximos e tão sozinhos
Gostaria até de beijar suas pétalas
Mas tenho medo do perigo
Tenho medo de me apaixonar
Se eu tocasse você
Se eu beijasse você
Se eu pudesse sentir você
Eu nunca seria eu
Eu nunca sentiria medo
Oh, minha pobre flor rica
De que adianta a ousadia de nossos sonhos
Se acovardamos nossos desejos?
Oh, minha flor menina,
Nossos corações são iguais.
Talvez, por isso,
Sejamos tão indiferentes com eles...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Aleivosia




O que é a vida se não o hoje?
Aproveitá-lo como queiramos é complicado
quando se tem que interagir com outras pessoas.

Nossa!!! E que outras pessoas!?!?

Pessoa que no lugarejo,
lhe arranca bocejos
transmitindo em sobejo
antipatia sem pejo
com todo malfazejo!

Isto que desejo?

Não me igualo a tal pessoa
sou do bem
amo sem ver aquém
lógico que não convém
amar quem não me quer bem
mas não deixo abater minha estrutura
por tal figura,
tenho cultura...

...mas ela também tem!

Contudo ter cultura não significa solidariedade,
muito menos igualdade,
pertencemos, eu e ela, ela e eu, a humanidade.
Que humanidade!!!
Desumana, desigual, invejosa, interesseira,
mas que não estou inserida no texto
só no contexto, sem pretextos,
desta sociedade brasileira.
Sou Pessoa?
Sou Humana?
Sou vivente deliciosamente, como Gente!




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Impugnação Coerente


Nem sempre escrevo o que vivo
nem sempre vivo o que escrevo...

Nem sempre falo o que penso
nem sempre penso para falar...

Nem sempre sorrio de alegria
nem sempre alegre sorrio...

Nem sempre choro de tristeza
nem sempre triste choro...

Nem sempre suspiro por amor
nem sempre amando suspiro...

Nem sempre desejo com um olhar
nem sempre olhando desejo...

Nem sempre durmo para sonhar
nem sempre sonho dormindo...

Nem sempre sussurro de gozar
nem sempre gozo sussurrando...

Minha misteriosa vida é vivida,
mas...
nem sempre vivo minha vida.
Eu vivo os delírios de um poeta,
mas...
nem sempre poetizo o que vivo.
Mas vivo!


Estrela Viva


Compartilho o poema que meu querido amigo Divino Resende fez para homenagear-me em meu aniversário.
Adoro olhar para o céu a noite 
Para falar e brincar com as estrelas, 
é o meu passatempo preferido! 
Ontem descobri uma nova estrela, me encantei com seu brilho doce e suave que encheu o meu ser de alegria!
Fascinado com sua beleza adormeci.
E sonhei que estava conversando com um anjo, que me olhou e começou a dizer:  "eu mandei uma estrela cujo brilho vai te refazer abrir os olhos” ao abri-los olhei para o céu e notei que a estrela... é você!
Divino Resende








(Parabéns poetisa do amor escreva sua felicidade para que eu possa compartilhar)16.04.2012

domingo, 15 de abril de 2012

Curiosidades- poeta mulher, diferente de poetisa.



Poeta Sophia de Mello Breyner Andresen


A língua e os seus usos nem sempre primam por explicações lógicas. No caso em apreço, eu diria que a
explicação é sociológica, ou melhor, sociolinguística.
Como a consulente refere, as gramáticas indicam, como feminino de poeta, poetisa, pelo que não há, do ponto de vista meramente gramatical, qualquer razão para se atribuir ao vocábulo poeta uma característica que a gramática lhe não consagra, ou seja, a de ser uniforme quanto ao gênero.
Todavia, algumas mulheres com veia poética reconhecida intitulam-se a si próprias poetas. Inclui-se nesse grupo Sophia de Mello Breyner Andresen, falecida no dia 2 de Julho de 2004. Para Sophia, poetisa não era verdadeiramente a forma feminina de poeta, pois atribuía às mulheres um estatuto de menoridade face aos homens com idêntica atividade. Se consultarmos os dicionários, nada há de explícito que confirme um sentido depreciativo associado à palavra poetisa. Vejamos no entanto o que se diz em cada um dos verbetes no dicionário da Academia:
Poeta […] Escritor cuja forma de expressão literária é o verso.
Poetisa […] Mulher que escreve poesia...
Poderá esta definição ser problemática? Não sei. O que é verdade é que neste Verão marcado pela perda de Sophia de Mello Breyner Andresen, talvez em sua homenagem, muitos jornalistas preferiram usar o termo poeta como uniforme. O que acontecerá a seguir? A sociedade e o uso ditarão se a palavra poetisa se perde ou se ganha sentidos diversos do que hoje lhe é, ainda, reconhecido.

Teresa Marto - Bélgica





Ciclo da doença



Diz que escrever é terapia,
o que não é mentira,
mas é a muleta padrão
e inveja do drummond.

Jovem, fala dos amigos,
da cidade, dos umbigos,
do amor, da vida boa,
esguichos de coração rasgado,
indícios, traços
do desassossego do pessoa.

A desilusão dos primeiros
grandes amores possessivos
põe o mundo contra a gente,
veneno com pimenta quente
escorrendo mundo próprio adentro,
razão abandonada, impotente,
coração ardendo.

O tempo deixa tudo velho
e mais seco,
coleciona sem entusiasmo
as pedras paradas de João cabral.
A ética tem muitas morais,
o infinito dura pouco.
O sonho não perde jamais
seu  viço enquanto
o corpo levanta da cama
e cumpre o serviço imposto.

No poema da gente
não há vagas
para o desconcerto do mundo.
A gente põe pedra em caminho,
barulho em estrela,
obrigação de ser feliz em lei.
A gente vê carolina na janela,
saboreia a morena tropicana,
é amigo do rei,
super bacana.

Mas põe também a dor
que tenta esquecer que tem,
a palavra que devora
sem que coração diga,
o urubu que pousa na sorte,
a desilusão de cada nova ferida
na obsessão, todo o vai-e-vem,
e diz que está tudo bem
para ser só uma rima,
não uma solução.

Decide que não vai mais escrever,
que escrever é pirraça,
boba e frenética ameaça
quase muda e sem poder
para restituir devido valor,
  Roberto E. Siqueira Jr.      
merecer amor preferido,
viver mundo imaginado,
desconstituir dor.

Aparece um reflexo
de facho de luz na cabeça,
um curto no coração,
a gente descarrega,
invade de novo o mundo de fora
com a nossa tropa trôpega,
a náusea se distrai, a mágoa esfria
a desilusão vira de novo terapia.    

              

                                                                 

sábado, 14 de abril de 2012

Transeminal

Roberto E. S. Jr

Neste cantinho dos amigos, tenho a honra de postar um dos poemas de
Roberto Esteves Siqueira Jr., poeta e cidadão valenciano que apresenta
o dom da escrita e que me conheceu no facebook, apesar de morarmos na mesma cidade.
Espero que você se delicie nesta viagem poética.

Primeiro Amor




Na inocência dos sentimentos,
a descoberta de si em outra pessoa,
de querer estar perto em todos os momentos,
não permitindo a lágrima cair
inimaginável de males, tristezas, máculas sentir.

A vida no todo parece ser o ar desse ser,
como se a essência da existência estivesse nele!
Hipérbole?
Não. Amor! Primeiro amor!

Envoltos a ele, enxergamos o luar
sem olharmos a lua,
sentimos a brisa sem o vento
respiramos o aroma da natureza
mesmo em concretos.
Durante o primeiro amor
não dormimos... sonhamos...
deliramos de olhos abertos
para não perdemos de vista algo tão inusitado,
inda imaculado, puro, saudável!

O frescor da manhã ameniza a quentura da noite,
que em seu gozo deixa rastros ainda sonhados.
No primeiro amor tudo é novo!
A cada suspiro, um olhar,
a cada olhar, um gesto,
e a cada gesto uma recíproca...
Afinal é o primeiro!

Como coadjuvante desse amor
a Natureza em seu esplendor
estabiliza mesmo em tempestade
o clima voluptuoso e delirante dos
protagonistas desse primeiro amor
que como uma flor desabrocha,
lindo, maravilhoso, espetaculoso,
mas... finito!

Primeiro amor, só um! (o primeiro)
Depois vem o segundo, o terceiro, o quarto...






sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beijo, beijo, beijo, beijo

Através dele sabemos como o outro é em sua prática amorosa,
com ele demonstramos e sentimos a intensidade do desejo.
O beijo além de prazeroso e saudável permite-nos descobrir o outro.
Segundo pesquisas, o beijo auxilia na superação da depressão e queima calorias.

Beijo, beijo, beijo, beijo...
faço até biquinho para falar
que dirá para beijar?
Mas onde estão os lábios para tal ensejo?
Procuro e não os encontro
enlouquecida de desejo
permaneço acoleijo
Com "água na boca" almejo,
literalmente, seu beijo!
-Quero morder você!

Ao senti-lo, saberei a intensidade de sua volúpia,
decifrarei o enigma de seu instinto,
entrelaçando e unindo descoberta e prazer
fundamentarei o anseio.

"Beijo divino, suave e gracioso,
ternura sem igual e sonho interminável
Imagino a tua boca adorável,
E me inebrio de inesgotável gozo"

Sem pejo, desejo seu beijo!







quinta-feira, 12 de abril de 2012

Imunidade Rebaixada

Sentidos sensíveis,
corpo enternecido,
coriza no olhar,
coriza no respirar.
Âmbito - leito!
No ar há ausência de desejo,
a não ser  pelo âmbito;
O luar diurno incomoda,
o noturno desperta...
entretanto...
para o anseio de adormecer descansadamente;
o passar da horas eterniza
por instantes de delírios...
Esse estado de imunidade rebaixada
adentra a matéria instabilizado-a,
resta, então, repousar para restabelecer as formas
imunológicas do sistema e retornar aos desejos voluptuosos da vida.

De Dois a Nada


Éramos um casal normal, se é que a normalidade existe.
Brincávamos, brigávamos, amávamos!
Tínhamos um dia estressado comum a todas as pessoas.
Mas como todo homem, o objeto de meu desejo,
desejava outra!
Em seu poema "Quadrilha", Carlos Drummond de Andrade
retratou muito bem essa situação. Na maioria das vezes,
desejamos alguém que deseja outra pessoa, que por sua vez deseja outra
que no final não deseja ninguém.
Passamos nossa existência buscando algo novo, diferente, inusitado,
algo que nos faça transpor os ideais ditos normais.
Mas no final acabamos com o espelho,
com a imagem refletida nele, terminamos com o nosso eu,
sendo que nem o "eu" é nosso! Temos que devolvê-lo ao fim da existência.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Desejo-te

Meu ser,
meu corpo,
meu tudo
precisa de Você!

Não você que me olha só para momentos,
não você que só deseja-me como um troféu,
nem você que só pensa em você!

Mas...Você que tem a capacidade de
olhar, desejar, pensar e apaixonar-se por mim, como sou!
Proteger-me quando precisar
e amar intensamente
cada instante de nós dois!

Você, um homem especial!
Tão especial que até então, não apareceu,
ou não existe,
a não ser em minha idealização de homem
voluptuoso...


Uma Dádiva - Ser Mãe!

Nasce dotada de um dom especial,
uma dádiva Divina
que enaltece a criação.
É capaz de gerar outra vida
em seu próprio corpo,
com doação sem deixar a sedução.

Com seu corpo modificando-se lentamente,
amadurece seu pensamento instintivamente.
Seu modo de ver a vida,
altera-se com o desenvolvimento da gestação,
transborda emoção,
aparente comoção
presente em toda situação desta tensão.

Ao fim desse período
apreensiva permanece
até ouvir o choro que a estremece!
Nasceu!!!
Agora, toda a espera por esse momento,
transforma-se em contentamento
em satisfação e zelo por esse ser tão indefeso, um filho!

Ser mãe, ser dotado de sentimento.
Sentimento inigualável!

Um filho é a dádiva maior que Deus permitiu-nos ter!




terça-feira, 10 de abril de 2012

Meu Primeiro Beijo


Namoro, namoro, namoro...
como mudaram os tempos!
A inocência de tempos atrás
não é mais sentida
refletida,
ou vivida dantes.
Quando menina, sonhava com meu primeiro beijo
aos 15 anos de idade realizei esse sonho.
Cena de cinema!
Roubado em uma escadaria de igreja
puxada pelo braço!!!
Ao dar por mim
meus lábios e todo o meu sentido
encontraram os daquele lindo rapaz!

Magia! Magia! Magia, sim!
A troca de carícias labiais
um toque no rosto...hum
Imaginei-me em "E o vento levou"
protagonizando uma cena inesquecível!
Foi inesquecível!

 Décadas passaram-se
e ainda sinto aquele friozinho na barriga.
Foi mágico!
Inocente!
Uma corrente precedente!
Naquele dia todo o meu ser
principiou a busca pela satisfação
pela volúpia...

Mas e a pureza?
Bem, a pureza ficou nas escadarias
daquela catedral...
Pena que esse tipo de ingenuidade,
esteja em extinção!
Pois é uma delícia de ilusão!






segunda-feira, 9 de abril de 2012

Preambulismo*


Dentro do que fica escrito fica o que não era para ser dito
ato falho camuflado entreouvido
liberado no fermento das palavras.
Dista do que se quer dizer
o que quase acaba dito

Não acaba de fermentar
o que quase não fica traído
pelas palavras ditas.
Não se quer dizer 
o que não se quer ser
mas deixa dito
o que queria querer
ter sido ou ser ainda.

O que não se quer ser
mal resolvido
sob disfarce insuficiente
escapado,
escorrido do querer
quase decifrado
do ser ideal a ser
suspeitado e sub-reptício.

Que fique dito o que ser
bula absoluta,
caminho,
dica,
premissa possível.
Que fique quase escrito,
que deixe pista.

Saber o que dizer
sobre o que querer
não o que acha que sabe,
envolvido no enlace
entre o que diverte querer
e o que ficar vivo.

A gente é o que quer
ou não!
A inclinação ao que seria
e teria apendido a ser em conflito
com querer dispersivo
perdido na tentativa.

Quer ser o que diria,
tido o saber
querer ser
decidido.

*Nome da doença que André (um amigo) possuía, a qual  o fazia abrir sempre parênteses, preâmbulos sem fim, em suas intermináveis histórias, cheias de "deixa eu acabar de falar" - cunhado por mim, Roberto, por Flávio e Carlos.

Autor: Roberto Esteves Siqueira 




Ama-me Sem Preconceitos


Pelas calçadas da cidade
venho sondando um olhar a me procurar,
no toc-toc do sapato, sonho longe...
Sonho com os pés no toc-toc...
Será que vou ser encontrada?
Ou será que passará por mim desapercebido
por eu não usar artigos de grifes
ou por não ter um sobrenome "de peso"?
Oxalá que não seja assim!

Ama-me como sou!
Brinque de cócegas,
salte na cama,
role com chama,
ardendo em gama,
em momento de flama,
mas faça-o comigo!

Sinta o que sinto
na medida que sinto
com a intensidade que sinto
e não minto!
Sinta comigo!

Sem preconceitos,
sem interesses,
sem vácuos ou pertuitos
mas em um só intuito: Amar!

Fatalidade Inevitável

Uma senhora
cuja pele mulata e seus cabelos
descolorados pelo tempo
mantinha o hábito de sentar-se na calçada
enfrente de minha casa e,
independente do meu humor,
quando saía para trabalhar,
essa senhora sorria para mim,
cumprimentava-me e dizia:
-Onde você vai tão linda assim?
-Quando sai arrumada deste jeito, volta?
E assim fazia todos os dias, salvo os tempestuosos!
Um dia, observei um movimento diferente ali na calçada,
havia irmãos, netos e a filha dessa senhora
espalhados em pequenos grupos,
conversando baixinho,
menos Don'ana, como chamavam-na.
Nos dias sequentes notei sua ausência na rua,
aquele sorriso "Monalisa" já estava causando falta!
Ao passarem uns dias, no domingo pascoal,
a notícia chegou:
Don'ana faleceu!
O golpe em minha estrutura foi certeiro, abalou!
Sabemos que isso vai acontecer,
mas temos a impressão que não!
Levamos a vida sem refletir no que estar por vir
Não há vida sem morte, não há morte sem vida!
Cientes dessa fatalidade inevitável,
devemos prosseguir nossa lida como tantas Don'anas por aí
alegrando o dia de outras pessoas sem demagogia.
Por isso sempre aconselho: Viva deliciosamente a ilusão de sua vida!.



domingo, 8 de abril de 2012

Um Toque com Sabor de Sorvete

Parecia real
e ainda parece ser!
O sorvete geladinho
escorrendo nos dedinhos
e por outros caminhos ocultados neste instante!

Mas o toque do vento em nossa face e
o roçar de seu nariz no meu...
Hum... Quem me dera parar o mundo naquele momento!!!

Ai, meu Deus!!!
Não deu...
Parecíamos dois adolescentes!

Quem diria, hein!?
Um casal "maduro"
agindo como crianças!
Mas foi gostoso,
é gostoso e
continuará sendo gostoso
em nossas reminiscências!
Saborear um sorvete com Todo o Sentido
sentindo sua companhia
em um belo dia!
Que delícia!!!




sábado, 7 de abril de 2012

Analogia De Uma Silhueta


Assim como na silhueta da vida
as curvas sensualizadas do ser,
vive em um constante 
vai e vem...
Em seu trajeto curvilíneo
sensações trêmulas,
arrepios e
ideias chocando-se
com a intensidade do
vai e vem...
Palpitante o coração parece querer bailar 
com o vai e vem...
O suor dança pela derme,
o conflito entre a razão e a emoção
torna-se nada 
diante de tamanha volúpia do corpo!
Nesse instante tudo é desejo
e desejo é tudo
não se tem pretexto 
para seu fim, salvo a ledice do instinto, prazer!



Algozes do Cotidiano

No decorrer do dia
algozes da calmaria
atraem sinfonias
que levam a um sismaria
cheio de valentia
prostrar-se diante de si em prol a melhoria.

O corre-corre transforma-se
em um vão de vácuos mentais
refletidos em leves anais
distribuídos como tais
pensados esporadicamente pelos mortais!

Esses algozes têm seu fim
com a chegada da suposta satisfação
ofuscante da própria criação,
gerando uma aleatória imunização.



*Imagens: Google