segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Escravidão



Antes de seu casamento com Carlos Rendes, Cris Ellen viveu várias aventuras que  ficaram mascaradas na figura de uma dama. A primeira  delas ocorreu quando retornava de seu trabalho para casa na condução habitual. Cris viajava tranquilamente quando ao olhar para o retrovisor seus olhos encontraram os do motorista. Ruborizada, abaixou sua cabeça e por vezes voltava seu olhar na direção do retrovisor em busca daqueles olhos penetrantes que no meio de tantos passageiros, cismou logo com os seus. Naquele dia, devido a troca de olhares, Cris esqueceu de descer no ponto como de costume e quando deu por si estava sozinha com o motorista que a enfeitiçou com aquele olhar. De repente  o veículo parou:

- Minha querida, sente-se aqui no banco da frente, percebo que está tensa, posso ajudar? - Disse o tal motorista olhando com ar misterioso para Cris.
- Não, obrigada, estou bem. - Respondeu com a voz trêmula.

Sem esperar a frágil moça terminar sua fala, aquele motorista saiu de seu lugar e foi até ela. Despojado sentou-se ao seu lado e começou a deslizar as mãos sujas de graxa em seu delicado corpo, Cris receosa mas fascinada pelo jeito macho daquele homem e não sabendo o porquê, mas envolvida pelo cheiro de graxa, foi sentindo algo diferente dentro de si, um arrepio no corpo todo e principalmente uma sensação de umidade incontrolável, ficou excitada! Entre um toque e outro, gemidos, sussurros de prazer, arrepios,  vislumbramento por algo ainda não sentido por ela; aquelas mãos navegando em seu corpo, uma no cabelo e a outra na virilha, quanto mais ele tocava indo, mais ela vinha, seus olhos como de uma felina olhavam para aquele macho, que já hipnotizado queria colher do que havia plantado naquela mente feminina pedindo mais, mais e mais das empolgadas cavalgadas, de suas chupadas, de suas sugadas, de suas loucuras, de sua entrega. Enquanto ocorria esse voluptuoso momento dentro do coletivo, pessoas trafegavam pela rua e estranhavam o movimento do mesmo com um vai e vem, mas não se atreviam a ver o que realmente acontecia dentro daquele veículo que, mesmo com insulfilme, resmungava com suas janelas suando, seus vidros embaçados e seu aspecto cansado. Mas ninguém podia ajudá-lo, afinal seu suposto dono estava dentro dele. Então nada mais a fazer do que esperar. A essa altura, Cris Ellen, não era mais a pacata passageira, mas a mulher descoberta por aquele motorista, uma mulher faminta pelo instinto e que se deixou levar pela insanidade momentânea do cheiro de graxa daquele homem que, ao contrário do que parecia no início, transformou-se em seu escravo.





15 comentários:

  1. .


    Os teus desejos eu não descre-
    vo no meu blog, mas cheguei tão
    perto que ouvi o bater do teu
    coração.

    silvioafonso





    .

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  2. Un Relato lleno de sensualidad, caricias en palabras y auténtica Pasión en los verbos. Ese cheiro de grasa que desencadenó todo aluvión de sentimientos desatados.
    Precioso Texto, Jaqueline.
    Un abrazo.
    Adoro a você.

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    1. Sí, Pedro, aluvión de sentimientos.
      Besos, mi querido.
      Adoro você.

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  3. Lindo! Sensualmente lascivo e romântico! O amor como verdadeiro império dos sentidos.... Parabéns, minha inspirada amiga!
    Um abençoado início de semana!
    Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/


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    1. Obrigada, Elaine pela visita, comentário e sensações.
      Bjoks

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  4. Olá!Boa tarde!
    Tudo bem por aqui, Jaque? ...pelo contrário, Cris Ellen agarrou à quem conseguiu te prender. Se chegou a dominar alguém, identificou se com o cheiro de graxa, que a conduziu e a subjugou como se faz com uma criança,,,
    Obrigado!
    Boa semana!
    Beijos

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    1. Aromas, aromas, aromas...bons ou ruins sempre nos envolve em algum sentimento.
      Bjoks

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  5. Como essa Cris está sendo invejada neste momento..ahahaha.
    Entregar-se aos prazeres é a maior amostra do que é viver!

    Beijos.

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    1. Mas é momento, Lu.
      Delícia é viver!!!

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  6. Oi Jaque
    Eu fiquei meio ausente da Blogosfera em geral, como expliquei no meu blog, mas vc não perde o jeito mesmo einh?! Que texto picante, esse blog é para maiores de dezoito anos né?! kkkkkkkkk.
    Bjão. Fique com Deus!

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    1. Lu, até tentei colocar para maiores de 18 anos, mas uma amiga disse que minha linguagem não chega a ser obscena, daí eu retirei o aviso, porque na verdade os menores não entendem bem metáforas, sinestesia e outras figuras e tropos de linguagem. eu gosto de aguçar a imaginação de vocês que leem.
      rs
      Bjoks

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  7. Jaque, lindona!
    Você sabe mesmo escrever esse tipo de conto, heim? Explora todos os sentidos dos personagens, e neste o destaque para o olfato, e ... digamos que Cris Ellen teve sorte, não? :)
    Muito bom!
    Vai ter continuação?
    Beijos e ótimos dias!

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    1. Cissa, na verdade esse é continuação do 'segredo de uma entrega total', na realidade ocorreu antes como eu disse na introdução. Mas pode ter certeza que Cris Ellen teve e tem muitas aventuras para contar ainda.
      Bjoks

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  8. Olá.
    Legal, gostei muito,parabéns.
    Divulgue seu blog no Portal Teia,é grátis e rápido.
    Se interessar é só dar uma passadinha lá.
    Até mais

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*Imagens: Google