quinta-feira, 12 de julho de 2012

Inverno Oscilante




Seu olhar penetra-me como flecha
como um punhal corta direto ao coração
deixa-me trêmula
irracional, devoluta.
Seu ar esquenta-me por inteiro
o clima invernal dá lugar
às ilusões estivais pelas quais
enlouqueço-me
entregando ao desejo
de seu momento
todo o meu monumento.

Maldito inverno!

Aqueço-me em seus braços
por um instante
mas rasgo-me no frio eterno
fora dele.



27 comentários:

  1. .


    Sensacional!
    - Desculpa se atrapalhei
    sua visão, mas precisava
    aplaudir de pé.

    Valeu, mesmo.

    Palhaço Poeta





    .

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    1. Silvio, obrigada.
      Por atrapalharia?

      Bjoks

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  2. Las ilusiones estivales predominan sobre la realidad Invernal, dándonos calor esos abrazos imaginarios, casi Reales.
    Un abrazo y beijos.
    Adoro Você.

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    1. Pedro las ilusiones são intensas.
      Bjoks, adoro você.

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  3. Deu pra sentir esse frio daqui....gostei muito!

    Bjos

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  4. E que seja uma entrega plena de amor,,,e que jamais se faça fora dele pra nunca mais sentir frio de corpo e nem de alma....beijos de bom final de semana....

    www.olivrodosdiasdois.blogspot.com

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    1. É o meu desejo também, Everson.
      Bjoks e um excelente fim de semana.

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  5. Ah!, que maravilha de poema.
    O inverno e seus ventos carteiros
    há sempre entregar palavras, á acender
    a luz da inspiração.
    Que maravilha, grande poetisa
    é um enorme prazer de sempre retornar aqui
    para me aquecer de suas belas palavras.

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    1. Ao entrar e ver seu comentário é sempre prazeroso literalmente, senti-lo.
      A inspiração está nos ares quentes e estivais que nossa paixão provoca.
      Bjoks,

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  6. O frio que inunda por fora..pode ser a melhor desculpa para o transbordamento que vem de dentro.

    Beijos.

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    1. Sim, Lu.
      E tem vezes que é insuportável!
      Bjoks

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  7. Lágrimas de Areia

    Lá estava ela, triste e taciturna.
    Testemunha de efêmeros conflitos,
    Com um olhar perdido no tempo,
    Não exigia nada em troca
    A não ser um pouco de atenção.

    Sentia-se solitária, oca,
    Os homens admiravam-na pelos seus dotes.
    As crianças, em sua eterna plenitude,
    Admiravam-na muito mais além...
    ... Mais humana!

    De sua profunda melancolia
    Lágrimas surgiram.
    Elas não umedeceram o seu rosto,
    Mas secaram o seu coração,
    O poço da alma,
    Aumentando cada vez mais
    A sua sede.

    Lá ela permaneceu; estática, paralisada!
    Esperando que o vento do norte a levasse
    Para bem longe dali!

    O dia começou a desfalecer.
    Seu coração, outrora seco e vazio,
    Agora pulsava em desenfreada arritmia.
    Desespero!
    A maré estava subindo...

    Em breve voltaria a ser o que era:
    Um simples grão de areia.
    Quiçá um dia levado pelo vento,
    Quiçá um dia... Em um porto seguro.


    Do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan

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    1. Sou um grão de areia em desespero inútil para ser notado.

      Lindo!

      Bjoks

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  8. olá flor!
    adoro os seus textos!
    obrigada pela visita no blog!!!
    bjim e volte sempre!!!
    http://actualprettyandfashion.blogspot.com.br/

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    1. É sempre um prazer visitar meus amigos,
      obrigada por vir,

      Bjoks

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  9. Um belo sábado pra ti minha amiga....beijos...

    www.olivrodosdiasdois.blogspot.com

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    1. Desejo o mesmo para você Everson.

      Bjoks

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  10. O inverno e seus arrepios. Não de frio.
    Beijo.

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  11. Os prazeres do inv(f)erno: arrepios. Não de frio.
    Beijo.

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    1. E que prazeres!!!
      Obrigada pela visita,

      Bjoks

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  12. Querida Jaqueline, que venha o inverno, já não ligo, pois aqueço-me no calor dos seus poemas...

    beijos

    Orfeu

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    1. Humm, Ademir, meu Orfeu! Não sei mais se é assim, não o sinto tanto quanto antigamente.

      Obrigada por vir,

      Bjoks

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  13. Então, Jaqueline,

    eu sempre procuro evitar que meu amor ao separar-se de um corpo volte sentir frio, deixando-lhe sempre, um casaco bem felpudo de esperança de que, retornarei breve, muito breve!

    Elas não tem reclamado.

    Um abração carioca.

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    1. rs...Elas não têm reclamado???
      Isso é porque não sou eu, se fosse coitado de você!

      Bjoks

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  14. Olá Jaqueline, boa tarde!!

    E, é justamente no frio que sentimos falta daquele calor que só o corpo de quem amamos pode nos aquecer. E, nas outras estações, quando esse amor não vem, pode fazer o calor que fizer, sentiremos o frio da solidão, e da amarga espera.
    Gostei muito, amiga!

    Jaqueline, você foi ao meu blog num momento em que eu estava na página de edição, e acho que sem querer, eu cliquei em "publicar", e só apareceu a imagem da cachoeira que vc comentou...

    Depois , postei um texto, que você não teve a oportunidade de ler...Apareça , quando puder pra me visitar e quem sabe ler a postagem!

    Muito obrigada!

    BJos da Lu...

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    1. Lu, realmente o frio da solidão está presente até no verão!

      Ao visitar seu blog não havia texto, estou retornando para ler.

      Bjoks

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*Imagens: Google