sábado, 14 de abril de 2012

Primeiro Amor




Na inocência dos sentimentos,
a descoberta de si em outra pessoa,
de querer estar perto em todos os momentos,
não permitindo a lágrima cair
inimaginável de males, tristezas, máculas sentir.

A vida no todo parece ser o ar desse ser,
como se a essência da existência estivesse nele!
Hipérbole?
Não. Amor! Primeiro amor!

Envoltos a ele, enxergamos o luar
sem olharmos a lua,
sentimos a brisa sem o vento
respiramos o aroma da natureza
mesmo em concretos.
Durante o primeiro amor
não dormimos... sonhamos...
deliramos de olhos abertos
para não perdemos de vista algo tão inusitado,
inda imaculado, puro, saudável!

O frescor da manhã ameniza a quentura da noite,
que em seu gozo deixa rastros ainda sonhados.
No primeiro amor tudo é novo!
A cada suspiro, um olhar,
a cada olhar, um gesto,
e a cada gesto uma recíproca...
Afinal é o primeiro!

Como coadjuvante desse amor
a Natureza em seu esplendor
estabiliza mesmo em tempestade
o clima voluptuoso e delirante dos
protagonistas desse primeiro amor
que como uma flor desabrocha,
lindo, maravilhoso, espetaculoso,
mas... finito!

Primeiro amor, só um! (o primeiro)
Depois vem o segundo, o terceiro, o quarto...






Um comentário:

  1. Parabéns! Você soube captar o que sentimos ao vivenciar o primeiro amor!É isso mesmo!Algo único, por que é o primeiro, mesmo que de muitos! Lindo! Ah, e seu Blog é Dez! :)))

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*Imagens: Google