domingo, 29 de abril de 2012

Para o Sexo a Expirar





Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.
Carlos Drummond de Andrade

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.






2 comentários:

  1. Wow, sexual but passionate:) Beautiful Jaqueline, beautiful:)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. True, Launna. Thanks for visit, kisses.

      Excluir

*Imagens: Google