segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fatalidade Inevitável

Uma senhora
cuja pele mulata e seus cabelos
descolorados pelo tempo
mantinha o hábito de sentar-se na calçada
enfrente de minha casa e,
independente do meu humor,
quando saía para trabalhar,
essa senhora sorria para mim,
cumprimentava-me e dizia:
-Onde você vai tão linda assim?
-Quando sai arrumada deste jeito, volta?
E assim fazia todos os dias, salvo os tempestuosos!
Um dia, observei um movimento diferente ali na calçada,
havia irmãos, netos e a filha dessa senhora
espalhados em pequenos grupos,
conversando baixinho,
menos Don'ana, como chamavam-na.
Nos dias sequentes notei sua ausência na rua,
aquele sorriso "Monalisa" já estava causando falta!
Ao passarem uns dias, no domingo pascoal,
a notícia chegou:
Don'ana faleceu!
O golpe em minha estrutura foi certeiro, abalou!
Sabemos que isso vai acontecer,
mas temos a impressão que não!
Levamos a vida sem refletir no que estar por vir
Não há vida sem morte, não há morte sem vida!
Cientes dessa fatalidade inevitável,
devemos prosseguir nossa lida como tantas Don'anas por aí
alegrando o dia de outras pessoas sem demagogia.
Por isso sempre aconselho: Viva deliciosamente a ilusão de sua vida!.



2 comentários:

  1. É, a morte é certa.Mas o que nos desconcerta são essas pessoas especiais e seus comentários insubstituíveis que ficam na nossa memória...Curti!

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*Imagens: Google