sexta-feira, 27 de abril de 2012

Desabafo Poético


Ainda ontem ouvi um amigo dizer que poeta vive de utopias
idealizações, como nos poemas de Álvares de Azevedo.
Lógico que eu discordei!
Como poeta, só escrevo o que vivo.
Amo viver intensamente,
pois humanamente
nada é eternamente.



Hoje, mais do que ontem, sinto
ressinto
meu instinto
faminto
pelo sentido escrito,
pelo escrito sentido
absinto distinto
da volúpia humana.

Como posso descrever sem sentir
as sensações do calor
sem pudor com ardor?
Não posso!

Por isso, caro amigo, só poetizo o que vivo!
Cativo altivo, mas sugestivo passivo.



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*Imagens: Google