sábado, 28 de abril de 2012

Amo o Amor, o Amado é Consequência


Tudo no olhar!
A sofreguidão do interior
sobressair no olhar.

Avidez domina os pretextos
que se perdem no contexto
de um dia qualquer.

No ar sempre a sensação de suspense
cada pessoa entende esse suspense como conveniente,
eu, particularmente, prefiro atraente.

Ao som do silêncio noturno ou do barulho diurno
lembro-me o outro que está em sintonia com meu interior
não importa se está materializado ou idealizado!
Importa, sim,
que o deseje, que o almeje, que o sinta!
Eu amo o amor, e um dia amarei o amado!

Lord Byron, dizia que a mulher em sua primeira paixão ama o amante
para depois amar o amor.
Equívoco! A mulher primeiro ama o amor e a fantasia amorosa
para depois amar o amante, sendo que esse amante quando se vai,
choramos pelo amor idealizado nele e não por ele.

A sensação do tocar e do sentir, é realizada e concretizada no ato...
mas depois, a realidade vem mostrar-nos que é um desabafo desato.

O amor existe!
Em permanecer insiste,
mas não persiste quando não há cumplicidade.
Porém dói, quando mostra que acabou na realidade,
quando o amado parte e faz sangrar o coração de verdade.
Não por te partido, mas por ter dado fim a fragilidade
de tal pura idealidade.

*"Sofremos mais pela fantasia que vemos morrer do que pelo homem que se vai ...mas tarde percebemos que o que amamos foi a idealização da alma gêmea que formamos mentalmente e que o homem que se foi nem chega perto do homem que pensamos que fosse...
...Amar é flertar com a morte, pois é assim que sentimos quando ele acaba...e se acabar acabou! Pois outros virão"(Andréa Beheregaray).


Nem por isso desisto de amar!
Só desejo o que posso sustentar.





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*Imagens: Google