terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Nada como um cafezinho!





O Brasil é um dos maiores produtores de café, porém o de melhor qualidade vai para o exterior. Mas tirando esta informação, todo brasileiro, se não todo pelo menos a maioria é apaixonada por um cafezinho. Pode-se perceber isto nas cafeterias.
Nada como uma para poder conversar, discutir assuntos e aproximar-se de alguém “entre uma xícara e outra”.
Em uma cafeteria nota-se olhares atentos e desatentos, alheios ou limítrofes à vida, entretanto o que importa é que mesmo o café de melhor qualidade do Brasil sendo exportado, os brasileiros não abrem mão de consumir o “resto” que fica.
Foram divulgados estimativas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apontando que o consumo total de café no Brasil cresceu na última década 4% ao ano aproximadamente.


Entre uma xícara e outra, um vapor alucinado e uma conversa há uma correlação do Ser ou do não Ser, um universo paralelo cujo anelo sentido pelo instinto apresenta-se entrelaçado nas letras frias e cafés quentes (quiçá no vapor) tão necessários às mentes brilhantes quanto ao suor escorrido pelo cansaço do raciocínio ou por deslizar no instante do prazer do instinto humano indispensável à vida nem que só para um alívio energético em um momento usuário escasso de volúpia deliciosamente degustado sem pressa para a próxima reunião. Nada como um cafezinho!










segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Labirinto interior



E em meio ao Universo
ao mundo
as pessoas
aos entes
ao Eu,
me perdi.
Em um labirinto a vida se tornou.
Não me pergunte
quando, onde, como e por que aconteceu.
O que eu sei é que aconteceu.




Neste labirinto estou pedido,
onde se quer tenho forças para respirar ou
ânimo para prosseguir.
Não sei mais o sentido das coisas,
da vida e do Ser.

A natureza encanta com sua beleza
àqueles que a veem sem a confusão
de uma mente que já viu o abismo.
Mas em mim já não há mais cor.
Meu interior está vazio, enegrecido.
Talvez pela perda da essência da vida e
dos sentimentos outrora vividos ou
simplesmente por eu ter visto o abismo no momento em que ele me olhava.
Estou perdido.







domingo, 20 de setembro de 2015

Tudo é relativo.



Onde há sentido?
Na criança que perde sua vida antes de completar cinco anos de idade sem ter vivido as experiências da vida? No ancião que viveu décadas e décadas e agora por ter vivido tanto esquece de suas lembranças, seus filhos, de tudo o que viveu?
Talvez a resposta esteja no adolescente que ainda tem tanto para viver mas se perde ou nos livros ou nas ruas. Pensando bem, deve ser no adulto atabalhoado de tarefas sem tempo pra família ou para si mesmo.
A verdade é relativa.
A realidade é complexa quando encarada de forma individual, mas é normal quando vista no coletivo.
Somos todos parte de um mundo, de um todo que olhado de cima mostra-nos que não passamos de mais um nesse planeta, imperceptíveis, um átomo! Mas que em nosso mundo pessoal parece tão importante, tão grande!
Sei que é relativo, para mim nada tem sentido.
Se temos a oportunidade de crescer, ficamos ansiosos para nos tornarmos adultos, ao adultos trabalhamos muito para termos alimento em casa e quiçá um pouco de conforto, quando amadurecidos com as rugas chegando começamos a perceber que poderíamos ter feito diferente e ao envelhecermos se pudermos lembrar do que vivemos já vai ser um grande trunfo.
Sei que é relativo, para mim nada tem sentido.





segunda-feira, 29 de junho de 2015

Amanhecer Noturno

 
Ao abrir os olhos em uma bela manhã
Dei conta da realidade,
Que há instantes não imaginava
Pois tudo parecia tranquilo
Antes de adormecermos
Parecia verdade,  parecia real.
Até que, ao olhar para o lado
Visualizei um vazio
Um vazio que me adentrou
Entristecendo toda minha estrutura
Que por instantes esperançava
A presença quente daquele que sem perceber
Aquecia meus pensamentos,  meu coração,  meus sonhos

Mal amanheceu e,
o dia com tudo o que tinha
já não era mais nada além de reminiscências
Anoiteceu em pleno Sol.
Anoiteceu em mim.







*Imagens: Google